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Estudo financiado pela Amazônia+10 comprova recuperação da biomassa e do carbono na Amazônia 30 anos após manejo florestal

  • comunicacaoconfap
  • há 7 horas
  • 2 min de leitura
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Um artigo científico publicado no Journal of Environmental Management, periódico internacional sediado no Reino Unido, traz evidências robustas de que a floresta amazônica pode se recuperar de forma significativa em termos de biomassa e estoque de carbono, mesmo após a exploração madeireira, desde que sejam adotadas boas práticas de manejo florestal.


O estudo é assinado pelos pesquisadores Edson Vidal, Nathalia Sousa Braga, Daigard Ricardo Ortega Rodriguez, Vitória Duarte Derisso, Rodrigo Costa Pinto, Jéssy Anni Vilhena Senado e Jonathan William Trautenmüller, e foi desenvolvido no âmbito do projeto “Indo além do primeiro ciclo de colheita nas florestas tropicais amazônicas” (Processo 2022/10454-8), financiado pela Iniciativa Amazônia+10.


Recuperação da floresta a longo prazo


A pesquisa avaliou os estoques de biomassa acima do solo (AGB) em áreas da Amazônia 30 anos após a exploração florestal, comparando diferentes sistemas de manejo: o Manejo Florestal com Exploração de Impacto Reduzido (MF-EIR), a Exploração convencional e áreas de controle, sem exploração.


Os resultados demonstram que áreas manejadas com Exploração de Impacto Reduzido apresentaram uma recuperação de biomassa significativamente superior, quando comparadas aos sistemas convencionais. De acordo com os modelos estatísticos aplicados — incluindo o modelo de Gompertz —, a EIR alcançou estoques máximos médios de 353,42 Mg ha⁻¹, com intervalo de confiança de 95%, superando de forma estatisticamente significativa os valores observados na exploração convencional e nas áreas controle.


Essa tendência foi consistente em todos os grupos de espécies florestais analisados, indicando que os benefícios da EIR não se restringem a espécies específicas, mas se estendem ao funcionamento geral do ecossistema florestal.


Contribuições para o clima e políticas ambientais


Além de reforçar evidências científicas já existentes, o estudo amplia o entendimento sobre o potencial ainda pouco explorado das práticas de manejo florestal com impacto reduzido como ferramenta estratégica para o enfrentamento das mudanças climáticas.


Ao favorecer a recuperação da biomassa e, consequentemente, o sequestro de carbono, a Exploração de Impacto Reduzido se mostra alinhada a estratégias internacionais como REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal) e iniciativas de Melhoria do Manejo Florestal (Improved Forest Management – IFM).


Ciência aplicada para a sustentabilidade da Amazônia


O artigo evidencia que a conciliação entre uso econômico da floresta e conservação ambiental é possível quando fundamentada em ciência, planejamento e políticas públicas baseadas em evidências. Ao apoiar pesquisas de longo prazo como esta, a Iniciativa Amazônia+10 reafirma seu compromisso com a produção de conhecimento científico estratégico para o futuro da Amazônia, contribuindo para soluções sustentáveis que integrem biodiversidade, clima e desenvolvimento.


Foto: Ari Francisco Toledo

 


 
 
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